A utilização do transporte automóvel na grande Lisboa e Grande Porto duplicou de 1991 a 2001, segundo o estudo «Movimentos pendulares e organização do território metropolitano» destas duas regiões, divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística.
Neste período o transporte individual quase que duplicou.
Será possível que esta forma de transporte continue a crescer a este ritmo?
As cidades aguentarão esta invasão diária até que ponto?
Os problemas derivados deste movimento diário como a poluição, o desperdício de combustível, as percas de tempo, o estacionamento, o stress, o cansaço e outros vão continuar a verificar-se até quando?
Acho que ninguém tem dúvidas que a eficiência do transporte nos nossos dias, está no transporte colectivo. Até agora a questão não foi resolvida porque ninguém conseguiu instalar uma rede de transportes colectivos rápida e eficiente. Enquanto não se criar esta rede eficiente é muito difícil motivar alguém ao seu uso. A prioridade devia ser em avançar com esta rede rapidamente. Penso que ninguém duvida que a solução do transporte está na rede ferroviária. Com a rede a funcionar minimamente, a pressão do automóvel particular cairia e facilitaria a gestão do tráfego e do estacionamento. Sem esta rede só esquemas altamente penalizadores poderão demover muita gente a utilizar o carro particular. De qualquer forma, a introdução de formas alternativas ao transporte individual carecem de bastante tempo para a sua implantação, pelo que actualmente lidamos com questões que já deveriam estar resolvidas há muitos anos.
Sem uma visão concertada e abrangente com os vários interlocutores, colocam-se remendos pontuais para as situações mais graves, e a questão global vai-se agravando dia para dia.
A questão é mesmo essa, uma alternativa ao transporte individual, a existência de uma rede eficiente de transportes colectivos. Quem mora nas zonas suburbanas de Lisboa, então tá tramado, como eu, se não fosse o carrito não me safava, especialemnte quando trabalho ou fico na faculdade até tarde. Só que o carrito, em gasolina e restantes merdices, fica caro ao fim do mês.
Afixado por: Ricardo Gomes em fevereiro 23, 2004 09:34 PMO nosso amigo "Adufe" tem vindo a tratar desta questão que todos nós temos consciência que é
preocupante a poluição provocada pela emissão dos gases dos motores de combustão logo dos milhares de automóveis que entram e saiem diáriamente de Lisboa. Mas também temos a noção de que os transportes urbanos não respondem mínimamente às necessidades dos utilizadores. É um facto de que a CP melhorou consideralvelmente
as composições através da modernização das carruagens e que nesta altura o combóio como transporte tem uma resposta quase satisfatória.
Portanto quem reside na linha de Cascais ou Sin- tra utilizando o combóio depressa e com comodidade chega à estação de destino. O problema coloca-se é depois. Se o trabalho fôr numa zona de Lisboa servida de Metro também está
o problema resolvido. A questão pretende-se com
a necessidade de utilização de autocarro ou eléctrico, então é que as coisas se complicam. E
claro está sobretudo é época de inverno qualquer
pessoa prefere perder a paciência todos os dias em filas de transito utilizando o seu automóvel do que ter de estar numa paragem de autocarros ou eléctricos 20 ou mais minutos à espera de um
que o sirva até junto do local de trabalho. A solução deste problema não é nada fácil.
Raul, a rede transportadora interurbana tem de assentar nos carris, ou seja metro e combóio. Esta é a única rápida e eficiente, porquanto tem uma área de circulação individual: mais ninguém se mete nela. Todos os outros sistemas colidem com o resto da circulação automóvel.
Assim estas redes deviam sofrer um incremento muito grande para poder responder às necessidades actuais. Um alternativa será a dos eléctricos rápidos, mas só se estes tiverem corredores exclusivos. Podemos verificar que grandes metrópoles que tem sistemas mais eficientes e rápido do que nós, assentam o sistema no ferrocarril.